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Caixa de lembranças

Abri minha caixa de lembranças! Acho que todo mundo um dia quer abrir aquela caixa que fica num canto do roupeiro, ou na última gaveta da cômoda que guarda fotos, cartas, souvenir, cartões de felicitações. Lembrar dos momentos mais felizes da vida, ou , de alguma forma, reviver a dor do passado.

Já faz dois dia que a minha caixa de lembranças está aberta. Li todas as cartas. Até as quilométricas.

Lembrei de tanta coisa. E ficou aquele sentimento de saudade das coisas que fiz.Esse sentimento me fez abrir todas as caixa possíveis. Até as caixas de antigas mensagens do computador, revivendo o momento de cada conversa.

Tudo isso deu cenário para uma vida renascer dentro de mim. Aquela que me faz escrever longos textos; aquela que ri sozinha, a que chora de saudade dos melhores amigos, a que escuta músicas românticas sem pretensão de alguém escutar; aquela que se importa mais com a sinceridade e o olho no olho. Algumas coisas perdemos com o tempo, daí precisamos abrir nossas caixas e revirar até nos reencontrar.

Na nossa caixa de lembranças a cronologia não é necessária. Nem mesmo o nexo existe. Encontrei até mesmo as minhas agendas/diários que passava horas e horas debruçada escrevendo. A maior parte delas está resumida em folhas, porque com o tempo rasguei as folhas desnecessárias e dolorosas.

Lembrei dos amores que tive, todas as lembranças misturadas (isso não é estranho???). Mas nada de mágoas nem ressentimento. Entendam que cada um teve uma importante função na minha vida. Aprendi com cada um algo diferente. Alguns deixam mais saudade que outros, inevitável, até mesmo pelo maior tempo convivência.

Adorei voltar em cada história, cada momento marcante, cada gesto de carinho com os amigos e colegas. ( que saudade do meu tempo do colégio, “era feliz e não sabia”)

Me senti tão viva dentro da minha caixa de lembranças. Um alívio nos dias de ócio. De certa forma lá dentro encontrei uma pessoa totalmente diferente do que tenho sido. As vezes deixamos as preocupações no momento tirarem nossa sensibilidade e nossa essência. – por falar de essência, encontrei minha caderneta perfumada com o perfume que usava em 2008, nem eu acredito que perfumei uma caderneta que só teve cinco páginas usadas, e ainda com textos românticos toscos.

No fim das lembranças me senti tão bem que estou aqui escrevendo sobre elas. Se você tem a sua “caixa de lembrança”, abra ela, e deixe a mão. Quando estiver triste corra pra ela e leia as suas besteiras, lembre dos seus micos, das surpresas românticas. E se estiver com tempo livre também. Porque é isso que eu vou fazer com a minha. Até vou mudar de lugar pra ficar mais perto de mim. E que eu possa sempre me encontrar lá dentro.

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