Mais um viral punido pelo Conar

Pela segunda vez em menos de dez dias, o Conar optou por pedir a alteração de um filme viral. Desta vez, a Vivo foi o anunciante penalizado. Isso porque um filme, protagonizado por bonecos em 3D, sugeria que o espectador o compartilhasse, promovendo sua viralização. Numa das abordagens, sugeria-se que quem não o fizesse não possuía amigos. Na avaliação do órgão, a empresa não pode julgar o consumidor por ele optar em não divulgar o material ou por não possuir um produto.

A decisão se soma a outra, semelhante, em que um viral da Trident sofreu sanção – naquele caso, por não deixar claro se tratar de um filme publicitário . Tramita no órgão, ainda, processo acerca do recente case “Perdi meu amor na balada”, da Nokia, que vem sendo alvo de duras críticas . O resultado, porém, pode levar até 30 dias para sair.

Além da Vivo, A Coca-Cola e outros oito anunciantes foram submetidos à apreciação do conselho de ética. A marca de refrigerantes teve um comercial punido com pedido de alteração. Ele replica o conceito “Quanto mais zero melhor”, criado pela Ogilvy para a Coca-Cola Zero e, numa das cenas, mostra um carro fazendo manobra brusca e arriscada em ambiente urbano (assista abaixo). O Conar considerou que a peça sugere um comportamento perigoso e pediu que o anunciante altere este excerto.

Na mesma reunião, realizada na manhã da quarta-feira 25, a escola de inglês Open English foi alvo de cerca de 60 reclamações de consumidores indignados com o aparente desrespeito à imagem das professoras brasileiras.

Em filme que defendia o aprendizado via internet com profissionais que têm o inglês como sua língua nativa, a empresa exibia uma suposta sala de aula no Brasil, comandada por uma professora obesa que aprendera inglês em Buenos Aires. Por unanimidade, os conselheiros votaram pela sustação da campanha – que, porém, já havia sido retirada do ar pelo anunciante.

Reclamações
Outro dos dez casos julgados foi o comercial de Fiat Siena que brincava com a linguagem dos comerciais de margarina (assista abaixo). A peça sofreu sanção em segunda instância e terá de ser alterado após reclamação da Bunge, fabricante de margarina, que alegava que o recurso criativo largamente usado por seu segmento foi usado – e ridicularizado – para promover o novo veículo.

A L’Oréal, por sua vez, acionou a Unilever por uma peça de uma campanha para internet de Seda. A marca anunciava que, graças ao produto Keratinology, o efeito obtido em salões de beleza seria prolongado.

Na avaliação dos conselheiros do Conar, não havia prova de que a afirmação fosse verdadeira – e optou-se, unanimemente, pela alteração da peça e consequente remoção da frase. Vale ressaltar o investimento que a L’Oréal vem fazendo em suas marcas voltadas a profissionais de beleza, como Professionnel, Redken e Matrix.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s