Chegou a hora!!!

Chegou a hora de mudar. Mudamos muitas vezes de casa, de cidade, de emprego, de conceito, de namorado(a), de idéias, de faculdade, de gosto… enfim, tantas vezes MUDAMOS, por mil e um motivos diferentes.
Eu agora estou no meu momento de mudança… No começo, admito, foi birra e raiva, depois se tornou algo de instinto, defesa, sabe!? Achei que seria melhor assim, melhor foi, mas mais difícil também. Por alguns instantes pensava em desfazer tudo,mas não tinha mais volta, então ergui a cabeça e vivi a dor. A dor da “perda”, que eu mesma escolhi.
Uma noite estava chorando por uma decisão tomada no impulso, e aí ouvi a frase ” Vivencie a sua dor, mas não se martirize! Se você tomou essa atitude, é por que era necessária.” E descobri que esse tipo de mudança é a mais dolorida, porque quando mudamos de cidade por falta de emprego, não temos nada mais a fazer… quando mudamos por um processo de aprendizado, sabemos que nos tornemos mais sábios( ou mais néscios)… Mas quando tomamos atitudes por impulso? Quando tudo o que queríamos é exatamente o contrário do que estamos fazendo? E a pior parte, sabemos como desfazer tudo aquilo, mas não fazemos por orgulho e medo!!!
Nessas mudanças você batalha todos os dias contra si mesmo, e tenta mudar sua mente. Por mais que a cada segundo venha lembranças, forte demais para serem esquecidas, emotivas demais para você se tornar indiferente e verdadeiras demais para virarem fantasia… Mas você segue em frente, e com o passar dos dias você nem sente mais, nem dói mais!
Mas como toda a mudança, revemos o que é bom, e o que é descartável. E comigo não foi diferente. Abri todas as gavetas, armários e caixas, e tirei tudo o que restava de mim. E descobri você lá dentro. Essa parte tão boa que eu nem consigo declarar abertamente. Canalizei toda a “coragem” num texto que nem sei se vai ler… triste não?!
Fui em muitos lugares encontrar alguém diferente, ou exatamente igual, mas não foi tão fácil assim… porque o tempo passou, a raiva passou, ou melhor, foram jogados fora nessa minha mudança de “ideia” ( eu sempre fui confusa, você sabe!) e só ficou um sentimento que eu não sei ainda como definir… Você vai me chamar de infantil, de covarde, de falsa ( e esse é o meu medo)…
Agora me deu uma vontade enorme de apagar todo esse texto, mas se tive coragem de chegar até aqui, eu não posso parar. Seria mais um motivo pra você ver que fraquejei. Mas eu te mostro que sou forte para não apagar toda essa “declaração”, não declaro aqui amor, apenas a falta que sinto, e sinto muito, acredite… da amizade. Era pra isso ser um texto perdido no meio dos outros, mas ouso em fazer mais do que isso.
E é isso… não tenho mais palavras!!! Já disse tudo e até mais do que pretendia.

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